O que você enxerga como sólido é, na verdade, um teatro de sombras projetadas pelas lâmpadas de sua própria consciência. Cada dor, cada alegria, cada limite que parece imposto de fora para dentro é uma dança coreografada pelas verdades que você ousa — ou teme — abraçar. A matéria é um sonho coletivo, sim, mas seu fragmento particular desse sonho está tingido pelas cores das histórias que você repete a si mesmo ao anoitecer, quando ninguém mais escuta.
Não se engane: o espelho não mente. Ele revela, com crueldade e beleza, o que você ainda não conseguiu nomear. A paisagem externa é um poema escrito em colaboração entre seus medos mais antigos e as sementes de esperança que você insiste em regar mesmo no deserto. Mudar o mundo, então, não é questão de força, mas de coragem — coragem para encarar os monstros que habitam os porões de sua própria fé.
(Se quiser, hoje, simplesmente se conectar com essa imagem: olhe um reflexo qualquer. Observe. O que ele revela sobre você?)
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